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“Dar o exemplo não é a
melhor maneira de
influenciar os outros. É a
única.” Albert Schweitzer
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Aconteceu no Dia 24 de
Novembro o
10
Congresso de Adolescentes
de nossa igreja.
Veja as fotos! |
PASTORAL AOS ADOLESCENTES
CRISTÃO VERDADEIROS
“Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de
sabedoria;
e a graça de Deus estava sobre ele”.
Lucas 2.40
A Adolescência é uma época de grandes contrastes: o primeiro
e mais marcante é aquele que diz respeito sobre o modo como
o adolescente vê a si mesmo. Num momento ele se entende
adulto e noutro se compreende criança (mesmo que não diga).
Dentre tantos contrastes, o adolescente cristão vive a
questão mais delicada de toda a história do seu
relacionamento com Deus: o desejo de servir a Deus, sem,
contudo, fazer o que Deus gosta, o que é pior, às vezes,
gostar daquilo que Deus não gosta!
Esse pensamento atormentador que invade o coração e a
própria alma do adolescente pode fazê-lo rebelar-se contra a
fé. Porque a fé, muitas vezes, lhe atinge diretamente em
todas as preferência e escolhas. Atingir esse ponto é o
mesmo que atingir a identidade do adolescente, pois suas
escolhas são também sua própria personalidade (é na
adolescência que o jovem define um tipo de música que gosta,
um tipo de “visual” etc).
Portanto, o problema do adolescente com o contraste que a fé
provoca é que essa, nem sempre aprova o seu comportamento e
escolhas. Quando isso acontece, o que o adolescente cristão
deveria fazer? Gostaria de sugerir aos adolescentes uma
pequena reflexão sobre a adolescência de Jesus Cristo.
A Bíblia não fala muito sobre o adolescente Jesus - E esse é
um ponto interessante a se pensar. Os evangelistas deram uma
preferência enorme em retratar a vida adulta de Jesus. Penso
que um dos motivos dessa ausência de comentários sobre a
adolescência de Jesus pode nos levar a pensar o seguinte:
ninguém nasce para ser adolescente sempre. O objetivo de
nosso nascimento e todas as fases de desenvolvimento é que
alcancemos a vida adulta com qualidade e amadurecimento
correto. Por isso, mesmo quando falavam alegoricamente sobre
o desenvolvimento da vida, os escritores bíblicos anunciavam
que eram chamados para o amadurecimento: “quando eu era
menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como
menino; quando cheguei a ser homem, desisti das cousas
próprias de menino” (ICo 13.11).
Como você adolescente pode notar, nós não nascemos para ser
eternos adolescentes. Mesmo que você encontre alguns adultos
que tentam agir como adolescentes, eles não são o padrão. A
idéia é que o adolescente passe a medir as suas escolhas com
um olhar no processo natural de desenvolvimento da vida. A
fé não será contra escolhas que lhe trarão bom
desenvolvimento espiritual e solidez no compromisso com
Deus. A fé não rejeitará os pensamentos e não trará
conflitos existenciais quando suas preferências estão na
direção certa: o amadurecimento do seu caráter cristão e a
sua imitação de Jesus.
Contudo, Jesus realmente foi um adolescente. Devemos
imaginar que Lucas registrou um pouco da adolescência de
Jesus e o pouco que disse a respeito deve significar muito
para nós. Notemos algumas das coisas que Lucas disse:
O menino crescia e se fortalecia – Desenvolvimento natural é
algo tão óbvio que temo pensar que essa era a única coisa
que Lucas tinha a dizer com essas palavras. Ainda vivendo em
Nazaré, sua cidade natal, Jesus estava se desenvolvendo em
todos os aspectos, mas um, que chamou a atenção de Lucas
quando fez a pesquisa sobre a infância de Jesus, foi que ele
era um menino que apresentou um amadurecimento na palavra de
Deus. O texto que Lucas nos relata o fato de que, Jesus
esteve, por três dias, discutindo as Escrituras com os
doutores da Lei. Por isso, escreveu: E crescia Jesus em
sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.
Adolescentes que fazem boas escolhas e que se preparam
adequadamente para a vida adulta são aqueles que descobrem
logo cedo que a Palavra de Deus é o guia que precisam para
suas preferências e escolhas (Sl 119.9).
Enchendo-se de sabedoria – Lucas está descrevendo um
desenvolvimento impressionante num jovem que está por
completar doze anos. Quando esse extraordinário
desenvolvimento ocorre, Lucas nos esclarece duas coisas: a
primeira, Jesus buscou crescer. O tempo verbal empregado
aponta para uma ação do sujeito que procura completar-se, no
caso, com sabedoria. Às vezes, pensamos que a sabedoria para
fazer boas escolhas virá com o tempo, a partir de um
amadurecimento que cai do céu. Mas, as coisas não são assim.
Antes, devemos dar duro para cavar preciosos tesouros de
sabedoria, Jesus certamente o fez!
A graça de Deus estava sobre ele – Assim como nós, Jesus
Cristo homem também foi fortalecido pela graça de Deus.
Algum adolescente pode imaginar-se, da noite para o dia,
agindo como Jesus e fazendo as escolhas que agradam a Deus e
trazem maturidade. Na verdade, o primeiro passo é pedir a
Deus que manifeste a sua graça na sua vida. Somente quando
Deus nos capacita é que temos condições de agir contra a
nossa própria natureza pecaminosa e, então, fazer boas
escolhas. Esses contrastes existem porque ainda não somos
aquilo que Deus nos salvou para ser: santos.
Conclusão
Portanto, é certo que não somente os adolescentes vivem o
dilema desse grande contraste, mas todo e qualquer cristão
verdadeiro, luta para ser mais parecido com Cristo. Aos
adolescentes cristãos da Igreja Batista Litoral Ágape, deixo essa palavra pastoral de alerta e incentivo:
é possível ser um adolescente que agrada a Deus e é possível
ser mais parecido com Jesus, mesmo enquanto adolescente.
Para isso, apenas quatro sugestões: pense em que tipo de
adulto você quer ser; procure crescer no conhecimento da
Palavra de Deus; lute com todas as suas forças para se
desenvolver na vida cristã e dependa exclusivamente da graça
de Deus.
Que Deus abençoe a todos os adolescentes cristãos
verdadeiros que fizeram da IBLA um lar.
PEQUENAS REFLEXÕES
A cada dia que vivo, mais me
convenço de que o desperdício da vida está no amor que não
damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que
nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos
também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é
opcional".
Carlos Drummond de Andrade
"Por ordem de grandeza,
o amor atravessa os céus (DEUS),
atravessa fronteiras (missionários),
atravessa ruas (vizinhos),
atravessa salas (colegas),
atravessa preconceitos (eu e você)".
Gilberto Bruno Filho
"Há dois tipos de amor,o nosso amor e o amor de Deus,
mas o amor de Deus junta os dois".
Jenny, 4 anos (Revista Ultimato)
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